Um extintor tem mais de um vencimento
É aqui que quase todo mundo erra. O extintor não tem uma data de validade — tem prazos diferentes, que vencem em momentos diferentes. Um extintor com recarga em dia pode estar irregular por causa do teste hidrostático, e vice-versa.
Por isso conferir só o lacre ou só a etiqueta não basta.
Recarga: a cada 12 meses
A manutenção que inclui recarga com agente extintor novo, inspeção interna do cilindro e emissão de laudo técnico deve ser feita a cada 12 meses para a maioria dos tipos — pó ABC, pó BC, água e espuma.
Ou seja: mesmo que o extintor nunca tenha sido usado e o manômetro esteja na faixa verde, a recarga anual continua devida.
Teste hidrostático: a cada 5 anos
A NBR 12962 determina o teste hidrostático a cada 5 anos. O cilindro é submetido a pressão controlada para verificar vazamentos e deformações.
O que esse teste procura é justamente o que a inspeção visual não enxerga: fadiga do metal, microtrincas e corrosão interna. É um teste de integridade estrutural do casco — a parte que pode falhar de forma perigosa sob pressão.
Inspeção periódica: 6 ou 12 meses, depende do tipo
A frequência de inspeção varia conforme o equipamento:
- A cada 6 meses: extintores de CO₂, cilindros de gás expelente (ampola) e extintores de pressurização indireta
- A cada 12 meses: os demais tipos
O custo de deixar vencer
Extintor vencido é motivo clássico de reprovação em vistoria do Corpo de Bombeiros — e um dos mais fáceis de evitar.
Além da autuação, há o problema silencioso: em caso de sinistro, equipamento fora de validade pode ser usado pela seguradora como argumento para reduzir ou negar a cobertura. O extintor que ninguém olhou por três anos costuma sair muito mais caro que a recarga que não foi feita.



